16/02/09

Quando eu morrer...



Quando eu morrer... não lancem o meu cadáver
No fosso de um sombrio cemitério...
Odeio o mausoléu que espera o morto
Como o viajante desse hotel funéreo.
Corre nas veias negras desse mármore

Quando eu morrer não me levem flores
porque quem não se lembrar de mim viva,
quem não me der flores viva, ou passe por mim,
não precisa de vir chorar ou apenas certificar de que estou morta.

Sempre pensei que devemos dar importância e estar com as pessoas de quem gostamos enquanto elas estão vivas, depois de mortas não interessa levar muitas ou poucas flores ou se são as favoritas ou não....
Lembrem-se de mim viva e não morta...

Não quero que vistam de preto.
Não quero lágrimas de ninguém.

Quando eu morrer os homens continuarão sempre os mesmos.
E hão de esquecer-se do meu caminho silencioso entre eles.
Quando eu morrer os prantos e as alegrias permanecerão
Todas as ânsias e inquietudes do mundo não se modificarão.

Quando eu morrer a humanidade continuará a mesma.
Porque nada sou, nada conto e nada tenho.
Porque sou um grão de poeira perdido no infinito.

2 comentários:

Carla por dentro disse...

Quando tu morreres ficará cá sempre alguém a recordar-te e a contar às gerações seguintes quem tu foste e que alegria de viver trazias pendurada no rosto e os milhares de sorrisos que arrancás-te aos outros...está descansada :)

Paulo Morais disse...

És um graozinho de poeira muito mais importante do que aquilo que imaginas...quando tu morreres...se puderes escolher algo em que reencarnar...escolhe um sorriso...pois é dessa forma que sempre te irei recordar!